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RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

Mad Max transgênico.



O primeiro Resident Evil (02) foi legalzinho. Nada de espetacular, mas divertido e até tinha o subtexto interessante contra as grandes corporações sem qualquer ética que, na busca pelo lucro, eram capazes de fazer lavagem cerebral em pessoas sem a menor cerimônia.

A continuação, Resident Evil: Apocalipse (04) já não tinha razão de existir a não ser a única que mantém vivas franquias com a densidade de uma folha de papel: $$$. A infecção do primeiro filme, confinada ao laboratório subterrâneo da Umbrella Corp., agora se espalhou por uma cidade inteira. Sai a originalidade do primeiro para entrar uma cópia chupada de Fuga de Nova York (81) com a heroína passando a possuir poderes mutantes (por que será?).

Nessa terceira e (atualmente) última etapa, dá vergonha de pensar como é que tem gente com coragem de investir numa produção uerro como essa. Agora a infecção é generalizada no mundo inteiro (isto é, os EUA e o resto), o aquecimento global é uma realidade (tanto que a Terra é tomada por desertos gigantescos) e há apenas alguns grupos de “viajantes”, que buscam “a esperança” e alguns postos de gasolina no meio do caminho para poderem chegar lá. Onde será que eu vi isso antes? Dica: um filme da fase australiana de Mel Gibson.


E
Resident Evil: Extintion (Russell Mulcahy, EUA/ALE/FRA/ING/AUS, 2007)
Quando:
Agosto/08 (DVD)
Sítio Oficial:
residentevilaextincao.com.br

EU SOU A LENDA

O fim da humanidade e a "involução" do homem à uma nova "era das trevas".


Num futuro não tão distante, a cura do câncer foi descoberta. Infelizmente, essa descoberta significou o fim da humanidade de acordo com o doutor Robert Neville, que se auto-intitula "o último homem da Terra". A manipulação genética resultou em um vírus que matou quase toda a população terrestre. Outra boa parte foi infectada e virou uma espécie de zumbi/vampiro, que desenvolveu super-força, sensibilidade à luz solar e se alimentou da pequena parte da população que era naturalmente imune ao vírus.

As idéias contidas no filme são interessantíssimas (derivadas de um livro, escrito em pleno apogeu armamentista da guerra fria, na década de 50), mas que, como sempre em um blockbuster, são esmagadas, trituradas e depois, esquecidas. A dramaticidade de botequim exige que o cara esteja confinado em Manhatan (originalmente, era Los Angeles). A explicação é que como ali foi o início da epidemia, então eles explodiram as pontes e os túneis para confinar a população em "quarentena". Will Smith permaneceu porque era dever dele estar no "marco zero". Ok, faz de conta que eu acredito. Assim como faz de conta que eu acredito que, depois de três anos confinado na ilha, ele ainda tenha bacon e ovos frescos para poder comer no café da manhã e consiga legumes sei lá como.

Há outras merdas ao longo do filme difíceis de engolir, como por exemplo os mesmos três anos em que ele ficou sitiado e nunca cruzou com a personagem de Alice Braga, que de simples missionária da cruz vermelha vira uma espécie de "ramba" e o salva da morte certa pelos zumbis. Ela disse que estava num navio que veio de São Paulo (é... agora São Paulo tem porto...) e que parneceu por lá... por três ano!

O final fica ainda pior -- mais piegas para ser exato -- quando misturam Deus (ou a sua não-existência segundo o Dr. Neville) e misticismo ("eu precisava estar lá, para renovar a sua fé e você me dar algo"). Dizem que há um outro final gravado, mais "filosófico". Resta esperar para uma reedição à la Blade Runner (82, relançado da forma "correta" em 93).

Verdade seja dita, com todo o preconceito que eu tenho com relação a Will Smith, ele "segura o rojão" surpreendentemente bem, contracenando apenas com uma cadela em 80% do filme. Pena que no 20% restante, o roteiro tenha descarrilhado. E não só pela péssima interpretação de Alice Braga.


C
I am Legend (Francis Lawrence, EUA, 2007)
Quando: Janeiro/08 (UCI Recife)
Sítio Oficial: br.warnerbros.com/iamlegend
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