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O GRANDE TRUQUE

Rivalidade, inveja e obsessão.


Christian Bale e Hugh Jackman são dois assistentes de palco de um mago quando um truque dá errado e a esposa de um deles morre afogada dentro de um tanque. A partir de então, a rivalidade, a inveja e a obsessão de ambos move cada um de seus passos.

O ilusionismo nesse filme é visto através de engrenagens. Cada truque tem o seu método e cada método é um segredo guardado com a própria vida. Os engenheiros, principais responsáveis pela criação dos truques, são tão vitais para o espetáculo quanto o mágico nos palcos.

Vale tudo nessa rivalidade, sabotar, espionar e até mesmo matar, contanto que o outro nunca vença. Inicialmente, estava desconfortável, pois Christian Bale e sua cara de bom moço era totalmente inescrupuloso e Hugh Jackman, ao contrário, fazia o bom moço, o que não combina muito com o seu estigma de anti-herói adquirido como Wolverine, mesmo depois de um Kate & Leopold (02). Entretanto, lá pela metade do filme, Jackman resolve sujar as suas mãos enterrando vivo o engenheiro de Bale e aí o filme entra num "toma lá dá cá" desenfreado que só termina com a morte de um deles. Não, não estraguei a surpresa de ninguém, pois a morte de um deles é, na verdade, a primeira cena do filme e, assim como em Amnésia (00), deve-se prestar muita atenção em cada cena para não se perder completamente, especialmente perto do final, quando as reviravoltas levam o filme ao seu clímax.

A onipresente Scarlett Johanson e o seu bocão, para variar, estão divinos e David Bowie tem um papel interessante como o inventor de uma máquina revolucionária e maldita capaz de "fazer o homem se teletransportar". Outra participação especial é de Andy Sarkis, o Gollun de O Senhor dos Anéis, que aqui é o fiel escudeiro de Bowie. Precious....


B+
The Prestige (Christopher Nolan, EUA, 2006)
Quando: Abril/07 (DivX)
Site Oficial: warnerbros.com/theprestige

VELVET GOLDMINE

Um filme purpurinado


Brian Slade teve a premonição de que seria assassinado em uma de suas apresentações. A "visão" se concretiza e, anos mais tarde, descobre-se que foi tudo uma encenação, um puro golpe de marketing de uma carreira que estava em declínio.

Sou über-fã de David Bowie e do glam rock (apesar de nunca ter usado vestidos, maquiagem, purpurina no rosto, perucas ou brincos escandalosos) mas só agora é que eu consegui ver o filme que se passa na época em que Ziggy Stardust reinava absoluto nos palcos e nas vendagens de discos.

A reconstituição da época e o desenvolvimento da história são os pontos positivos do filme, que conta basicamente o redescobrimento da velha paixão de juventude de um repórter na casa dos seus 30 anos, designado para cobrir justamente a história da "morte" de Brian Slade pois ele era inglês e havia migrado para os EUA. Através de entrevistas com o ex-empresário que o descobriu, a ex-esposa (Toni Collette) e um ex-ídolo do rock (Mick Jagger? Iggy Pop?) que teve um "caso" com Brian (David?), ele vai montando o quebra-cabeças da ascenção, queda e "morte" de Brian (Ziggy Stardust?). Ao mesmo tempo, ele se lembra que esteve no show "fatídico", que era fã de Brian, das piadinhas que tinha que ouvir por "ser" daquele jeito e das brigas que tinha com o seu pai, que dizia que ele envergonhava a família se comportando daquele jeito.

Apesar de só ter visto esse filme agora, há males que vêm para o bem, pois tudo o que eu sabia sobre os atores é que eu pensava que o tal ídolo do glam rock era Ewan MacGregor, mas não, ele é o roqueiro, Brian Slade é Jonathan Rhys-Meyers e fechando a trinca, o repórter é o atual Batman, Christian Bale. Ah, tem também Toni Collette!


B
Velvet Goldmine (Todd Haynes, EUA, 1998)
Quando: Março/07 (DivX)
Site Oficial: ficha imdb
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