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ARQUIVO X: EU QUERO ACREDITAR

Mulder e Scully, 6 anos depois.



É complicado fazer uma crítica imparcial de um filme derivado de uma das melhores séries que eu acompanhei na TV. Mas como essa imparcialidade está longe de ser o objetivo desse blogue, vou em frente, já deixando qualquer desavisado devidamente informado do que está por vir.

Apesar de ser fã da série, não sou desses xiitas que querem ver algo novo exatamente como era antes. Eu acompanhei quase que religiosamente toda a série até sua “morte morrida” com a saída de David Duchovny. Depois de dois anos desfigurada, onde não passava de uma série policial qualquer, ela finalmente sofreu sua "morte matada" em 2002, ao final de sua 9ª temporada.

No filme, ambos saíram do FBI e, enquanto Dana Scully tem uma vida aparentemente normal voltando à pratica da medicina, Fox Mulder continua preso ao passado, passando a vida praticamente trancado dentro de um quarto, barbudo e recortando reportagens de fenômenos “não-identificados”. Ermitão completo, sua única ligação com o mundo exterior é Scully.

Tudo muda quando uma agente do FBI é raptada e, sem pistas, o escritório apela a um padre “ex-pedófilo” e vidente. Apela sem acreditar muito, tanto que depois procuram Mulder para que ele possa, de alguma forma, explicar o que está acontecendo, sem dar muito crédito a ele também.

Mulder, então, tira a barba e parte do ceticismo inicial à fé cega. Interessante vê-lo “feliz como pinto no lixo” com o caso. Scully, ao contrário, resiste o quanto pode aos apelos do parceiro e tem os seus próprios problemas com um paciente que possui uma doença sem cura e que precisa de um milagre. Um milagre que  a católica Dana Scully não pede, pois ela perdeu a sua fé.

Não é um filme do qual se pode esperar muito. Sua razão de existir é apenas mostrar um possível futuro para os dois, agora, ex-agentes do FBI, no que ele é muito bem sucedido. O roteiro é previsível e alguns diálogos são forçados (inclusive o grande spoiler do parágrafo abaixo), mas para quem é fã não-xiita da série, foi uma ótima diversão.

Agora vem o grande spoiler do filme. Não diga que eu não avisei. Ei-lo: Mulder e Scully são amantes. Chegam até a compartilhar a cama e dar selinho um no outro.


B+
The X-Files: I Want To Believe (Chris Carter, EUA, 2008)
Quando: Agosto/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: arquivox2.com.br

COISAS QUE PERDEMOS PELO CAMINHO

Porque a vida continua...


David Duchovny é um "cara legal". Bom marido, bom pai de família, bom amigo. Num belo dia, ele sai para comprar sorvete e não volta. Ele tentou fazer o que sempre faz, ajudar os outros, e apartou a briga de um casal de namorados. Ele só não contava com o desequilíbrio do cara, que sacou uma arma e matou os três. Halle Berry é uma esposa amorosa, mas que "surta" com a morte do marido, a ponto de convidar para morar com ela e os dois filhos o amigo junkie do marido, Benício del Toro. Ex-advogado, droga-se há muito tempo e apenas David Duchovny lhe dava atenção. O "trauma" do filme é o motivo pelo qual ele resolve deixar de vez com as drogas.

Parece um típico dramalhão mexicano, não? Apenas parece, pois apesar de flertar com o melodrama barato, esse filme não passa de um "melodrama com atitude", que serve de redenção tanto para a personagem de Halle Berry (o que fazer quando o amor de sua vida morre?) como para o personagem de Benício del Toro (ele foi o único que não desistiu de mim... eu preciso me desintoxicar por ele).


B+
Things we Lost in The Fire (Suzanne Bier, EUA, 2007)
Quando: Janeiro/08 (Cinema da Fundação)
Sítio Oficial: thingswelostinthefire.com
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