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A LENDA DO TESOURO PERDIDO 2

Até que não é tão ruim assim... chega a ser divertido, mas também chega a ser muito irritante por causa da pieguice ufanista.


Sabe que eu não estou com a menor vontade de escrever sobre esse filme? Algumas partes são legais e ele seria melhor se não ufanizasse tanto os EUA. O trio acima deu uma aula de história aos franceses, entrou na sala de despacho da rainha Elizabeth como quem entra numa loja de doces e o pior, deu o maior baile no sistema de segurança britânico. Como contraponto, houve toda uma celeuma sobre "entrar na sala oval da Casa Branca", mas claro que conseguiram sem a menor cerimônia. Assim como simplesmente decidiram seqüestrar o presidente dos EUA e, no dia seguinte, o seqüestram. Simples assim.

E não é tudo não. Ainda há um "cidade" perdida de um tribo pré-colombiana "escondida" em pleno solo estadunidense, encontrada depois dos "heróis" molharem o Monte Rushmore com simples garrafinhas de meio litro. Faça-me o favor...

Pelo menos, fora essas merdas, eu gostei da diversão. Que é dispensável, mas que me rendeu alguns bons momentos no cinema (sublimando a pieguice ufanista, diga-se de passagem).


D
National Treasure 2: The Book of the Secrets (John Turteltaub, EUA, 2007)
Quando: Janeiro/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: disney.go.com/disneypictures/nationaltreasure

MOTOQUEIRO FANTASMA

Mais uma adaptação dos gibis para o cinema... que derrapa feio.


Deveria ter seguido os meus instintos e ficado em casa, esperando uma cópia em DVD ou um torrent, mas como eu estava muito afim de ir ao cinema naquele dia, resolvi experimentar a última adaptação dos quadrinhos para a tela grande.

Praticamente nada se salva nesse filme. Piadinhas infames (chamar a moto com um assovio? Por favor...), caracterização quase inexistente dos personagens, "efeitos especiais" risíveis, um Nicolas Cage bizonho com aquela peruca, um "par romântico" que se resume aos closes nos peitos da "atriz", enfim, um "herói" que não sabe bem o que está acontecendo até que encontra uma espécie de tutor (um Ghost Rider da época do velho oeste que ousou desafiar o belzebú) que lhe mostra o caminho da luz.

A história até que é relativamente fiel aos quadrinhos, com Johnny Blaze como um rapaz que faz um pacto com o demônio para salvar a vida do seu pai e, anos depois, quando o "coisa ruim" volta para cobrar a sua dívida, se transforma em seu arauto, o Motoqueiro Fantasma. Nos quadrinhos, essa passagem é mais macabra, mas para "o grande público", Johnny é apenas ludibriado e num momento de fraqueza. Nos quadrinhos não há um "objetivo pré-definido". No filme, ele deve combater Satanás Jr., que quer tomar o trono do seu querido papai.

E tome enrolação do começo ao fim. Como eu disse acima que quase nada presta nesse filme, pelo menos as míseras aparições do Motoqueiro Fantasma (são apenas três seqüências!, a primeira delas somente depois de dois terços do filme) são legais. Fora isso, são apenas clichês batidos na veia (casal se despede na mesma árvora aonde entalharam seus nomes quando eram adolecentes? Socorro!). Realizado pelo diretor de O Demolidor (03), outra grande decepção, não poderia ser diferente. Ele é apenas mais um filme caça-níqueis que não acrescenta nada, aposta no certo, se dirige a um público alvo que se contenta com um visual cool e uma atriz peituda e que no final, vai ficar perdido numa prateleira qualquer das locadoras de vídeo.


D
Ghost Rider (Mark Steven Johnson, EUA, 2007)
Quando: Março/07 (Multiplex Boa Vista)
Site Oficial: www.motoqueirofantasma.com.br
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