.
.
Mostrando postagens com marcador Anne Hathaway. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anne Hathaway. Mostrar todas as postagens

AGENTE 86

Smart, Maxwell Smart



Nunca fui fã incondicional da série da qual esse filme é derivado. Para falar a verdade, nunca fui muito fã de Mel Brooks, mas aí, é bem provável que eu nunca o tenha entendido. Sei lá. No entanto, como tenho mais de 30 anos, eu já brinquei que tinha um sapato-fone.

Tenho em mente que dificilmente se adapta um programa de uma mídia para outra sem que haja algumas modificações. Aqui, a principal modificação é a inexistência da Guerra Fria. Dessa foma, esse filme não se trata de um simples remake e sim uma espécie de continuação. Com direito a Chefe, 99, Sigfried e alguns novos elementos, como a dupla de nerds (Hiro Nakamura de Heroes entre eles), dois agentes idiotas que desprezam Max e, a principal modificação, a participação do “Agente Gostosão”, que faz tudo e é ótimo em tudo. Um verdadeiro James Bond.

A Guerra Fria não existe mais, mas a rivalidade entre (oficialmente) desmantelada a agência de espionagem estadunidense C.O.N.T.R.O.L.E. e os remanescentes russos da K.A.O.S. está em pleno vapor, tanto que essa última consegue uma lista de todos os agentes da primeira. Dessa forma, Maxwell Smart consegue finalmente a promoção a agente de campo e tem como parceira uma Agente 99 “remodelada” e rejuvenescida pela cirurgia plástica.

Há cenas escatológicas, há cenas de ação dignas de um blockbuster e o elenco, de forma geral, está muito bem entrosado. Alan Arkin como O Chefe está impagável e "The Rock" como o "Agente Gostosão" convence... O porém é o roteiro. Algumas pontas soltas realmente não dão “liga” e algumas soluções são pueris demais, mas nada que estrague a diversão.


B
Get Smart (Peter Segal, EUA, 2008)
Quando: Julho/08 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: getsmartmovie.warnerbros.com

O DIABO VESTE PRADA

"Everybody wants to be us"


Será? Será que todo mundo gostaria mesmo de ser Miranda Pristley, a todo-poderosa editora da Runway? Não nego que se me fosse dada a oportunidade, eu bem que usaria uma calça Diesel ou um óculos Ray-Ban, mas eu tenho bom senso suficiente para me colocar no meu lugar.

Podemos dizer o mesmo sobre Andy? Andy, a caipirona. Andy, a brega. Andy, a nossa "Jeca Tatu" da hora. Caindo de pára-quedas na redação da Runway, ela ganha o emprego de segunda assistente de Miranda por causa de uma experiência. Já que todas as outras assistentes fashion, magras e burras tinham dado errado, ela se perguntou porque não tentar com uma totalmente diferente.

Pouco a pouco, ela vai conquistando a confiança a megera (o tal diabo que usa bolsas Prada do título). A cena-chave é quando ela ganha o direito de entregar "o livro" na casa da própria Miranda. Isso prova que ela, ao menos, não é nenhuma psicopata. Mas como ela, obviamente, faz merda, no dia seguinte ela precisa arranjar o manuscrito do mais novo livro ainda não publicado do Harry Potter para as filhas da megera ou não voltar mais ao trabalho. "Você acha que pode tudo, não?" Miranda pergunta a ela.

Ao mesmo tempo em que vai ganhando direito a algumas regalias, como, por exemplo, o direito de ser chamada pelo seu próprio nome pela poderosa chefona, ela vai se distanciando de seus amigos, de seu namorado, do seu antigo "eu". Ela deixa de usar o suéter da avó para usar um pretinho básico da Dior para comprar pão na padaria da esquina. Ela também aprende a soletrar "Gabbana" (eu, ainda não, porque não sei se escrevi certo, mas pelo menos já sei que não é "Cabana" como eu pensava há até pouco tempo).

Com isso, ela vai se esquecendo do que era antes, uma jornalista recém formada que queria estar na Runway apenas para "fazer contatos". Quando chega ao ápice, Andy, a nova assistente número 1 de Miranda, está na semana da moda em Paris.

Ah, Paris... La belle Paris. La toujours magnifique Paris. L'éternelle Paris. La Paris que me manque. Foram só 30 segundos. 1 minuto no máximo de imagens ainda muito caras para mim. Escutar "City of Blinding Lights" ajudou muito (ou piorou, dependendo do ponto de vista).

Em "Belíssima" (a novela), Rebeca, a personagem que dirigia a agência de modelos, tinha como sua música-tema "Suddenly I See". É a música de abertura desse filme, numa seqüência muito legal. "Vogue" (óbvio) e "Jump" de Madonna também estão na trilha sonora, bem como a versão de Alanis Morrissete para "Crazy". Músicas que valem a pena ver na telona. Até mesmo Jamiroquai e a bossa nova básica da festa exclusivérrima caem bem.

Na mesma Paris, ela finalmente se dá conta de quanto mudou. A desculpa padrão que ela sempre dava, "não tive escolha", não colava mais e assim ela jogou o celular na fonte da Place de la Concorde. O obelisco no meio da praça, a torre Eiffel ao fundo... [suspiros]

Aí começa o problema: para dar o "happy end", quando ela chega em NY, Andy está novamente à procura de emprego. Na rua, ela se encontra com a ex-chefe, que mantém a cara fechada, mas no interior do carro, finalmente vemos um sorriso no rosto de Miranda. Poderíamos passar sem isso, mas apesar do deslize, isso não é nada que desmereça as quase duas horas de um filme delicioso de se ver, mas cujos defeitos se tornar visíveis numa avaliação mais "técnica".

Dizem que Gisele Bünchen (cujo nome eu também não sei se escrevi certo) participou do filme, mas eu nem notei. Talvez seja porque sua participação realmente foi "marcante" (estou sendo irônico). E eu continuo com vontade de rever Prêt-à-Porter (94).


BThe Devil Wears Prada (David Frankel, EUA, 2006)
Quando: outubro/06 (Multiplex Boa Vista)
Site Oficial: www.devilwearspradamovie.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...