.
.
Mostrando postagens com marcador gore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gore. Mostrar todas as postagens

A ÚLTIMA CASA

A vingança é um prato que se serve com sangue


Mary vai passar o final de semana com os pais na casa do lago da família, mas pede para ir à cidade para se encontrar com a amiga. As duas acabam nas mãos de uma família de degenerados e sofrem horrores até a morte. Anoitece, eles se veem presos no meio do nada e, ironia do destino, encontram refúgio junto onde? Na casa dos pais da jovem que eles tinham acabado de estuprar. Eventualmente, a mãe descobre o que aconteceu e aí parte para a vingança com a ajuda do marido.


A Última Casa é mais uma refilmagem do século XXI de um clássico do horror dos anos 1970/80, no caso em questão, de Aniversário Macabro (72), originalmente escrito e dirigido por Wes Craven, que aqui atua na produção. A notícia boa é que esse é um dos poucos casos em que a refilmagem suplanta o original. Com tensão nos momentos certos e gore não gratuito e em doses comedidas, o ponto forte do filme está na ironia do roteiro e não no choque de ver cabeças explodindo espirrando sangue e miolos pela tela. Bem... há uma cabeça que explode -- de uma forma até original, devo dizer --, mas está "dentro do contexto".

O filme peca exclusivamente por não desenvolver bem as personalidades do casal protagonista, pois achei meio forçado esses típicos pais-classe-média-burguesa de repente virarem assassinos vingativos, mas nada disso desabona essa boa diversão. O filme original é facilmente encontrado no youtube caso haja algum interessado na comparação.


B
The Last House on the Left (Dennis Iliadis, EUA, 2009)
Quando: Agosto/2010 (Divx)
Sítio Oficial: universalstudiosentertainment.com/last-house-on-the-left

MIDNIGHT MEAT TRAIN

Slash movie overload.


Se você gosta de gore, esse é o seu filme. Há olhos saltantes, intestinos, víceras e sangue, muito sangue.

Um fotógrafo freelance é aconselhado por uma marchant a se aprofundar no lado negro da cidade caso queira ter alguma de suas fotografias expostas. De madrugada, como não consegue dormir, resolve sair pela cidade e consegue sua foto, ao presenciar uma gangue quase estuprando uma modelo. Ela foi salva da gangue, mas pega o mesmo trem desse senhor aí encima.

No dia seguinte, ao ler a notícia do desaparecimento da modelo, começa a obsessão do fotógrafo em desvendar o mistério. Ele acaba descobrindo que pessoas desaparecem há mais de um século no metrô de Nova York e há toda uma "rede de apoio" (na falta de um adjetivo melhor) para encobrir os rastros dos desaparecimentos.

O que me chamou a atenção foi a chancela "by Clive Barker", autor do conto que deu origem ao roteiro e produtor do filme. Porém, assistí-lo foi uma sessão de tortura, pois para se tornar um filme, precisou-se criar todo um elenco de apoio e motivá-los durante os 100 minutos de sua duração. Enquanto não está "desenvolvendo personagens" de forma rasa, há abuso de gore. Inclusive uma "bala em primeira pessoa" que é vista desde o cano do revólver, passando pela cabeça da pessoa até sair por seu globo ocular, com o olho direito saltando, claro.

Aí, incorremos na minha maior crítica aos filmes de terror atuais, que deixam de criar um clima de tensão para se concentrarem em cenas de gore explícito. Esse aqui não é diferente.


D
Midnight Meat Train (Ryuhei Kitamura, EUA, 2008)
Quando: Agosto/2010 (Divx)

A EPIDEMIA

Não é impressão sua, você já viu esse filme antes.


A ideia original é de George Romero (The Crazies, 1973) e foi reclicada várias e várias vezes: numa pacata cidade perdida no tempo e do tamanho de um ovo, de repente, os habitantes começam a enlouquecer e a matar uns aos outros. Dias depois, chega o exército e você fica na dúvida entre quem são os mais loucos: os habitantes infectados ou o exército truculento.


A premissa é interessantíssima: do nada, a vida daquelas 1.200 e poucas pessoas é virada pelo avesso sem motivo aparente. Depois, que o primeiro habitante aparece ensandencido com uma arma na mão no meio de um jogo de basebol, descobrimos que um avião com um vírus de laboratório cai no rio que abastece a cidade com água potável. A cidade é isolada do mundo e chegam o exército, truculento, e um time de pessoas (cientistas? médicos?) com roupas antirradiação para separar os que têm febre (infectados) dos saudáveis. Os infectados são isolados e os saudáveis são transportados em caminhões como gado. Tudo sem a menor explicação.

O filme não é de todo ruim, há boas cenas, como a do lava-jato (claustrofóbica) e a que a doutora volta à sua casa e "surta", recolhendo as toalhas do varal e visitando o quarto do futuro bebê (sempre tem que ter um futuro bebê). Também é interessante a cena onde o grilo falante (aquele que vai explicar tu-di-nho para quem ainda não entendeu as inúmeras pistas que já tinham sido expostas) é introduzido e descartado.

Mas esse é um típico filme com foco no "público médio" que não está lá para discutir políticas não ortodoxas do governo. Você não está lá para refletir e sim para ver partes de corpos, corpos empilhados, "zumbis", sangue jorrando e ser assustado (mesmo que da forma mais previsível possível com os sustos-relâmpagos e o "suspense" de que tudo vai dar errado até serem salvos no último segundo). Nesse sentido, eu garanto: você não vai ter do que se queixar.

Só não é a minha praia.


D
The Crazies (Breck Eisner, EUA, 2010)
Quando: Agosto/2010 (Box Guararapes)
Sítio Oficial: thecrazies-movie.com

RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO

Mad Max transgênico.



O primeiro Resident Evil (02) foi legalzinho. Nada de espetacular, mas divertido e até tinha o subtexto interessante contra as grandes corporações sem qualquer ética que, na busca pelo lucro, eram capazes de fazer lavagem cerebral em pessoas sem a menor cerimônia.

A continuação, Resident Evil: Apocalipse (04) já não tinha razão de existir a não ser a única que mantém vivas franquias com a densidade de uma folha de papel: $$$. A infecção do primeiro filme, confinada ao laboratório subterrâneo da Umbrella Corp., agora se espalhou por uma cidade inteira. Sai a originalidade do primeiro para entrar uma cópia chupada de Fuga de Nova York (81) com a heroína passando a possuir poderes mutantes (por que será?).

Nessa terceira e (atualmente) última etapa, dá vergonha de pensar como é que tem gente com coragem de investir numa produção uerro como essa. Agora a infecção é generalizada no mundo inteiro (isto é, os EUA e o resto), o aquecimento global é uma realidade (tanto que a Terra é tomada por desertos gigantescos) e há apenas alguns grupos de “viajantes”, que buscam “a esperança” e alguns postos de gasolina no meio do caminho para poderem chegar lá. Onde será que eu vi isso antes? Dica: um filme da fase australiana de Mel Gibson.


E
Resident Evil: Extintion (Russell Mulcahy, EUA/ALE/FRA/ING/AUS, 2007)
Quando:
Agosto/08 (DVD)
Sítio Oficial:
residentevilaextincao.com.br

30 DIAS DE NOITE

Mais uma história de vampiros?


Os vampiros ganharam fama mundial graças a Bram Stoker. Em seu livro, o Condre Drácula vai à Inglaterra com um único propósito: beber sangue. Aquela história do filme de Coppola (Drácula, 92) de que ele tinha ido atrás de seu grande amor é pura lorota.

Esse filme, adaptado de uma história em quadrinhos, parte do mesmo princípio: para eles, nós somos apenas comida. Há um desprezo desses nosferatus pela raça humana que é bem exteriorizado pelo seu líder, que ilustra essa resenha. Quando um deles é ferido, aparentemente a amante do líder, ele não pensa duas vezes em matá-la, pois, segundo suas palavras, "o que pode ser ferido não merece viver".


A mesma "sorte" terá boa parte dos poucos habitantes que decidiram ficar em Barrow, no extremo norte do Alasca, que fica um mês sem ver a luz do sol no ápice do inverno. No dia anterior à longa noite, estranhas sabotagens ocorrem: telefones via-satélite, o único helicóptero e todos os cachorros que puxam trenós são colocados fora de operação. A esses infelizes que ficaram, resta apenas se esconderem para não terem suas jugulares degustadas por essas criaturas. Aos que não sobreviveram, tome gore em suas mortes, com sangue jorrando para todo o lado, inclusive ficando impregnado nas criaturas do além-túmulo (que, aparentemente, não se limpam....).


B+
30 Days of Night (David Slade, EUA, 2007)
Quando: Dezembro/07 (UCI Tacaruna)
Sítio Oficial: 30diasdenoite.com.br

JOGOS MORTAIS 4

Jigsaw está morto, mas a franquia continua...


Apesar desse ser o quarto filme da franquia, é apenas o primeiro ao qual eu assisto no cinema. Exceto o primeiro, que realmente trouxe algo de novo, esse aqui pode perfeitamente ser enquadrado como os outros dois exemplares imediatamente anteriores a ele: caça-níquel em seu estado mais puro. Cortes video-clípticos, trama cheia de reviravolta só para fazer o espectador de palhaço, pois ficaria mal zombá-lo somento com o final óbvio.

Mas apenas valeu por ter sido o primeiro filme da franquia a ser visto no cinema e por ir, também pela primeira vez, a um cinema do interior pernambucano.


D
Saw IV (Darren Lynn Bousman, EUA, 2007)
Quando: Novembro/07 (Cine Eldorado - Garanhuns)
Site Oficial: saw4.com

EXTERMÍNIO 2

A Inglaterra é infectada novamente.


Eu sempre torci o nariz para esse filme. Era preciso uma continuação do excelente Extermínio (03)? O que essa seqüência traria de novo?

A resposta é óbvia: nada. Os "infectados" estão lá, a tensão é boa, o aumento da trilha incidental no momento do ataque (um recurso que eu amei no primeiro) também marca presença, assim como as metáforas políticas. Londres vazia? Um "sobrevivente" matando um "infectado" ao furar-lhe os olhos com os dedos? A lista continua, mas paro para não ficar efadonho. Entretanto... e a motivação? Cadê os seres movidos a odio puro fazendo com que os sobreviventes voltassem aos tempos da caverna e aos seus instintos animais com o único propósito de sobreviver?

A primeira cena, que está descrita em tudo o que é lugar, é boa, mas repleta de clichês. A "carolice" do atirador, que desiste de suas ordens quando uma criança está na sua mira, idem. Militares estadunidenses mandando abrir fogo contra tudo o que se mexesse.... aonde será que eu vi isso? A cena no metrô é espetacular. Lá sim, em meio a ossos humanos na escadaria, temos o "espírito" do primeiro Extermínio, com a menina fazendo de tudo para proteger o irmão mais novo. Dizendo que fará de tudo para que eles não se separem.

A história? Bem... a primeira cena, num chalé isolado, se passa na mesma época dos "28 dias depois" da primeira infecção e para quem, como eu, chegar atrasado, vai duvidar que tenha entrado na sala certa. Há um único sobrevivente desse ataque e depois há um pequeno informativo para nos situarmos, iniciando a narração do que aconteceu "28 semanas depois". Um sobrevivente é encontrado, mas não é um sobrevivente qualquer. É um sobrevivente infectado, mas que tem uma imunidade natural e não desenvolveu os sintomas. Ele é imune, mas pode transmitir o vírus e é isso que acontece, pois o deixaram isolado numa sala sem nenhum tipo de proteção.

Uma última dica: esse filme é contra-indicado para aqueles que sofrem de labirintite. Há muitas cenas de "câmeras nervosas", nos "momentos de tensão". Entretanto, para os amantes do gore, esse filme é mais do que recomendado. Recomendo, particularmente, a cena do helicóptero no parque.


B
28 Weeks Later (Juan Carlos Fresnadillo, ING, 2007)
Quando: Julho/07 (Multiplex Campina Grande)
Site Oficial: exterminio2.com.br

A PREMONIÇÃO 3

Quantas vezes a mesma história pode ser contada?



O primeiro filme da franquia, A Premonição (00), foi muito interessante. Um jovem tem a premonição de que o vôo em que ele e seus colegas embarcariam explodiria. Ele e mais meia dúzia sobrevivem à explosão, mas como a morte não gosta de ser ludibriada, vai atrás deles, um por um.

O segundo, A Premonição 2 (03) já não trazia nada de novo. Seu único mérito era o acidente na auto-estrada, muito bem feito. Dessa vez, a morte já estava lôka da buceta, pois ao invés de matá-los lentamente, de forma sádica, como no primeiro filme, nesse as mortes se tornaram mais rápidas e violentas.

Esse filme... isso mesmo, não traz absolutamente nada de novo. O acidente da vez é numa montanha russa e os acertos de contas com a morte continuam violentos, com muito sangue jorrando na cara daqueles que observam (parece que essa é a senha para os filmes de "terror" de hoje: sangue na cara). Nem mesmo o acidente na montanha russa compensa, porque é bem meia-bomba. Talvez algo inédito tenha sido a segunda premonição, perto do final, no metrô, mas essa também foi bem meia bomba.

Faça um favor para si mesmo e nem tente perder seu tempo com esse filme como eu.


E
Final Destination 3 (James Wong, EUA, 2006)
Quando: Fevereiro/07 (DiVX)
Site Oficial: www.fd3movie.com

JOGOS MORTAIS 3

O terceiro filme do serial killer que não gosta de assassinos. Sem nada de novo.


Jigsaw não gosta de assassinos. Ele diz isso quase no finalzinho do filme. Ele não se considera um assassino porque sempre dá às suas "vítimas", a opção de viver ou morrer. Então tá.

Essa e outras contradições saltam aos olhos mais atentos de quem se dispõe a ver a terceira parte da franquia que se vende como "redenção" do gênero terror psicológico. Eu também acredito em Papai Noel e tive que fazer um grande esforço para tentar processar alguma imagem ou informação relevante das 10.000.000/segundo que a edição "inteligente" de cortes rápidos e videoclíptica joga nos momentos de "tensão". Perdi muitas. Devo estar ficando velho mesmo.

Inicialmente, pensei em analisá-lo sozinho, mas é impossível. Ele começa com a cena (não mostrada?) do primeiro filme do doutor serrando o próprio pé. Fora essa referência explícita, há inúmeras outras aos filmes anteriores em infinitos flashbacks. Em muitos casos é pura encheção de lingüiça, em outros, apenas contradições ao que se viu antes (ou talvez, "um outro ângulo" sobre os mesmos acontecimentos, mas isso é uma especulação minha).

Nem tudo é merda nesse filme (se bem que tem aquela cena com os porcos...). Ele consegue ser melhor do que o segundo (o que não é um grande elogio) e consegue ser equiparável ao primeiro, mas não traz nada de novo, apenas uma quantidade maior de sangue e mortes mais escatológicas. A edição é a mesma, a forma de filmagem é a mesma, a repulsa (ou admiração) é a mesma.

Ah, claro. Não poderiam faltar as inúmeras reviravoltas finais, mas abstraindo uma contradição gritante a tudo o que se viu durante o filme, elas têm, pelo menos, alguma lógica (isso é um elogio).

E para não dizer que eu não falei da história: Jigsaw está morrendo em conseqüência de um tumor inoperável (assim como foi visto no segundo filme) e rapta uma médica para mantê-lo vivo durante mais uma de suas "experiências". Mas a médica não foi escolhida aleatoriamente, ela também está sendo testada pelos seus "erros" passados e também é peça importante para dois outros "experimentos" (ou três, eu acho). Para finalizar, há o gancho para o quarto filme da série.


C
Saw III (Darren Lynn Bousman, EUA, 2006)
Quando: Dezembro/06 (DiVX)
Site Oficial: www.saw3.com

O ALBERGUE

Qual o limite do seu estômago?


Por mais que eu me sinta constrangido em confessá-lo, preciso admitir que eu gostei de O Albergue e acredito que isso se deveu à quebra das minhas espectativas. Já sabia que o sangue jorraria pelos poros, mas eu esperava um filme ao estilo American Pie.

Tá, o público-alvo de ambos os filmes é o mesmo, mas assim como há o sangue e a escatologia básica para chamar a atenção do adolescente médio e sádico de hoje em dia, ele também.permite algumas tiradas sarcásticas e bem boladas (quem pensaria que dois dedos decepados pudessem causar o que causaram?).

A história básica pode ser resumida em uma frase: dois americanos e um islandês resolvem fazer turismo pela Europa atrás de mulheres peitudas e seguindo a dica de um outro alberguista em Amsterdam, descobrem que o que eles procuram está em Bratislava, capital da Eslováquia e aonde pode-se comprar de tudo caso se tenha dinheiro, inclusive o direito de torturar e matar pessoas.

Nesse "mercado", um americano é uma mercadoria altamente procurada, valendo 2,5 vezes um europeu e 5 vezes mais que um russo. Também descobrimos que devemos temer os pirralhos eslovacos tanto quanto os trombadinhas tupiniquis, mas eles se vendem por pouco, basta umas balinhas (as de mascar).

O filme pode ser divido em três atos, sendo o primeiro reservado ao desenvolvimento dos personagens, ou seja, paqueras, bebidas, bares, mulheres com peitos de fora, discotecas e sexo. O segundo, o mais escatológico de todos, visa testar o limite do estômago do espectador em cenas de tortura explícitas, com direito a dedos decepados, olhos retirados, calcanhares cortados, bocas costuradas etc, etc, etc... Caso tenha sobrevivido a este segundo ato, o espectador terá direito a ver o encerramento da obra com a busca de vingança pelo sobrevivente (e é obvio que seus algozes morrerão sem misericórdia alguma e de maneiras escatológicas).

Estão dizendo muito sobre o diretor e acho que devemos botar fé nele para o futuro, pois antes de dirigir um macaco gigante, elfos e hobits, entre outros, Peter Jackson bolou uma cena aonde um cara buscava vingança através de um cortador de grama em Fome Animal (92). É claro que sangue também não faltou nessa cena.


B
Hostel (Eli Roth, EUA, 2005)
Quando: jun/06 (UCI Recife)
Site Oficial: www.oalbergue.com.br

WOLF CREEK

Mais um filme de terror escatológico


Porém, é um filme interessante. Ele conta a história de três turistas que partem em busca da cratera de Wolf Creek, na Austrália, aonde um meteoro colidiu com a superfície terrestre. O carro deles quebra, parecem que vão ficar presos lá por muito tempo, mas eis que surge um caipira salvador. Mas esse caipira não é tão salvador assim, eles são dopados, torturados e, eventualmente, mortos... pelo caipira salvador, que até então tinha sido ultra-simpático.


C
Wolf Creek (Greg McLean, Austrália, 2005)
Onde: Multiplex Tambiá (mar/06)
Site Oficial: www.wolfcreekmovie.com/

JOGOS MORTAIS

Um suspense de primeira, no primeiro, e sustinhos meia-boca de quinta, no segundo.


O primeiro filme começa com duas pessoas, um médico e um fotógrafo, acorrentadas em um banheiro fétido, em algum galpão abandonado. Com o passar do tempo, aprendemos mais sobre o responsável pelos dois estarem naquela situação, alguém que quer apenas "brincar", proporcionando às suas vítimas, a opção de se redimirem, de ficarem gratas por terem tido uma segunda chance, ou morrer. De todos, uma única pessoa conseguiu escapar, uma ex-viciada, que cortou fora o estômago de uma pessoa ainda viva.

No segundo filme, temos um detetive que finalmente consegue prender o jigsaw (como a imprensa o apelidou). Porém, agora o jogo mudou. Ele prendeu 8 pessoas numa casa e os envenenou. Eles têm pouco tempo para achar a saída e as vacinas.

O que precisava ser dito da história é isso. Agora, as minhas impressões.

Ao assistir ao primeiro filme, fui remetido a A Experiência (01), onde pessoas eram divididas em dois grupos, guardas e prisioneiros, para descobrir como pessoas comuns reagiriam a situações extremas. Numa certa hora, a experiência dá errado e chegamos aos nossos instintos animais aflorando. Dei outras viajadas ao longo do filme, mas isso não vem ao caso agora (desculpa esfarrapada para "estou com preguiça de escrever"). Só sei que, apesar das reviravoltas na trama, fiquei com a minha atenção presa aos acontecimentos e nem me dei conta dos furos no roteiro (não vou contar para não estragar a vida de quem ainda não viu). É um filme para se ver uma única vez, e só.

Milhões foram vê-lo, ele se tornou um blockbuster, a continuação chegou às telas no ano seguinte e sofreu do mesmo mal de A Premonição 2 (03) [no primeiro, a morte tem um humor negro peculiar para pegar aqueles que tentaram trapaceá-la. Como novas pessoas tentaram passar a perna nela, da segunda vez ela foi bem mais explícita e escatológica em seu acerto de contas].

Como não há mais o elemento surpresa do primeiro, então, o diretor resolveu colocar sustos-certo, bem meia-bomba, matar alguns de forma aflitiva e sem a mesma técnica de antes, etc, etc, etc. O que me dá raiva são os furos primários do roteiro (de cara eu percebi o que o assassino queria dizer com "a combinação do cofre está atrás de suas mentes"). No entanto, confesso que o filme conseguiu prender minha atenção... até a metade, pois paciência tem limites e aquela reviravolta final, tenha dó.


B+
Saw (James Wan, EUA, 2004)

E
Saw II
(Darren Lynn Bousman, EUA, 2005)
Quando: Janeiro/06 (DivX)
Site Oficial: www.sawmovie.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...